segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Filmes assistidos em Fevereiro - 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Filmes assistidos em Janeiro - 2011





Contagem Total: 15

domingo, 30 de janeiro de 2011

Um Lugar Qualquer (2010)


[Um Encontros e Desencontros disfarçado (e piorado)]

Sofia Coppola, cultuada pelo seu excelente Encontros e Desencontros, volta ao cinema com um filme parecido tanto em estilo quanto em conteúdo. Os temas estão todos lá: melancolia, solidão, relacionamentos, infelicidades. Guarde as devidas proporções e você verá um pouco de Bob em Johnny e um pouco de Charlotte em Cleo. Porém, não bastasse essa infeliz semelhança (por se esperar algo novo), Um Lugar Qualquer também peca num roteiro falho; num protagonista murcho; e numa série de cenas arrastadas e de simbolismos duvidosos.

Johnny Marco (Stephen Dorff) é um ator famoso de Hollywood, que, apesar da vida de luxo e prazeres, vive num hotel famoso por abrigar celebridades, onde mora sozinho e longe da família. Sua vida e rotina mudam quando sua filha Cleo (Elle Fanning) aparece de surpresa para passar uns dias com o pai. De início temos uma premissa interessante, que, se bem trabalhada, poderia gerar um belo drama psicológico. Contudo, ao menos esperarmos, Um Lugar Qualquer decepciona pelo desenvolvimento raso dos personagens; pelo  roteiro insosso e nada inovador e pela superficialidade na abordagem do tema.

Pode-se dizer que o que sobrou de realismo e sentimentalismo em Encontros e Desencontros faltou (e muito) aqui. Sofia continua com seus interessantes minimalismos, mas exagera em sequências de cenas supérfluas e desconexas. O que era pra significar muito diz pouco. A trama do longa não vai pra frente, Johnny Marco pouco convence e, no fim, fica a sensação de insatisfação; a sensação de que faltou algo. Deve-se respeitar e admirar as intenções de Sofia, mas sua mensagem, infelizmente, passa longe de atingir o espectador.

Por fim, porém, não sejamos injustos. Um Lugar Qualquer ainda possui pontos positivos? Claro que sim. As sutilezas de Sofia ainda estão presentes e muitas de suas escolhas de tomadas são lindas. Seu protagonista é fraco, é verdade, mas a presença da personagem de Elle Faning deixa o filme pra cima e o impede de se tornar apenas mais um. Sofia já provou ser uma diretora talentosa  e habilidosa, disso não há dúvidas. O estilo esta aí e deve ser mantido, porém, que não seja pra este grande vazio estático e pretensioso.


Nota: 5,0

Título Original: Somewhere
Direção: Sofia Coppola
Gênero: Drama
Duração: 98 min

sábado, 1 de janeiro de 2011

Filmes assistidos em Dezembro - 2010

Voltando aos trabalhos, mas ainda longe do ideal...

A Caixa (2009)


Contagem Total: 13

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Encontros e Desencontros (2003)


[O relacionamente humano em foco]

Antes de mais nada, este lindo de filme de Sofia Coppola é um retrato sobre a fragilidade humana, sobre a depêndencia que temos de uma companhia, de um apoio, de um suporte, enfim, de alguém com quem contar. Bob Harris (Bill Murray) é um homem bem-sucedido, ator de fama internacional, casado, com filhos, e leva uma vida supostamente idealizada por muitos. Contudo, lá no fundo, Bob anseia por algo diferente, algo que lhe tire de seu saturado casamento de 25 anos e de sua vida repleta de caprichos e bajulações. Algo que o faça esquecer de sua rotina nem que de forma passageira. E é na jovem Charlotte (Scarlett Johansson) que Bob encontra um escape, uma fuga de sua vida quase mecânica.

Ambos estão em Tóquio, a grande metrópole japonesa. Bob veio gravar um comercial de uísque contra sua vontade: motivos puramente financeiros. Charlotte veio acompanhar o trabalho do marido, fotógrafo de relativo sucesso, mas especialmente ausente e distante de sua referida esposa. Como passatempo, a menina  passeia pelas ruas da capital. Junto dela vai a câmera de Coppola, acompanhando-a em diferentes lugares, mostrando os diferentes nuances de uma sociedade muito diferente da ocidental. São cenas cotidianas, cenários esculturais e diferentes perspectivas sobre uma cultura notavelmente desconhecida à estrangeira, Bob, por outro lado, encontra dificuldades em relação ao fuso horário local, passando a maior parte de suas madrugadas no bar do hotel, bebendo.

E é neste triste e solitário ambiente que ambos se conhecem. Do melancolismo até então demonstrado pelos dois surge o carismático Bill e a simpática Charlotte. O que até então parecia uma estadia sem fim passa a se tornar, continuamente, em uma estadia prazerosa. A afinidade criada pelos dois desponta de maneira verossímil e de forma coerente com o belo desenvolvimento dos personagens. Da solidão dos dois, então, surge uma relação de amizade, e não de amor, sincera e convincente. E é neste ponto que o longa tem seus maiores trunfos. Apesar de não haver uma grande trama, é verdade, Encontros e Desencontros é uma obra extremamente despretensiosa, que demonstra uma sensibilidade pouca encontrada no cinema, com conjunturas e situações que o aproximam do espectador.

Sofia Coppola, em apenas seu segundo longa, se mostra uma diretora extremamente madura e inteligente, com um jeito de filmar delicado e diferente que não passa despercebido. Seu Encontro e Desencontros é uma ode as relações e sentimentos humanos e, desde já, uma pequena obra-prima, cuja validade deve vigorar por muito e muitos anos a vir.

Nota: 9,5

Título Original: Lost In Translation
Direção: Sofia Coppola
Gênero: Drama, Romance
Duração: 102 min

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