sexta-feira, 5 de março de 2010

Série: Animações (Década de 40 - Parte II)


Dumbo (1941)

Dumbo foi lançado em 1941 para recuperar as perdas financeiras de Fantasia e Pinóquio no ano anterior. Foi um longa claramente simples e econômico, mas que, independente disso, se tornou um pequeno clássico da animação. Pode-se perceber claramente que o trabalho técnico e artístico foi mais modesto, com personagens mais simples e cenários menos detalhados. Junto com Lilo & Stitch, de 2002, foi a única animação da Disney a usar aquarela para desenhar o fundo. Porém, esta simplicidade foi responsável por uma pressão menor em cima dos animadores, que, com isso,  puderam se focar no elemento mais importante da animação: a atuação, hoje altamente reconhecida no meio, devido ao trabalho de Bill Tytla. Mesmo com a Segunda Guerra Mundial, Dumbo foi o filme mais lucrativo da Disney na década de 40.

Baseada na história escrita por Helen Aberson, a trama conta a história de um pequeno elefante com orelhas grandes, que é entregue a sua mãe no circo por uma cegonha e apelidado de Dumbo. Durante uma apresentação, a sua mãe, Mrs. Jumbo, se enfurece com um grupo de crianças que zombavam de seu filho e é presa numa cela, onde se separa de Dumbo. Sozinho, ele se junta a seu amigo Timothy, que se determina a faze-lo feliz denovo. Juntos, passam por problemas até recuperarem a confiança de Dumbo para conseguir encantar o público e se juntar a sua mãe denovo.

Título Original: Dumbo
Direção: Ben Sharpsteen
Gênero: Animação
Duração: 64 min


Bambi (1942)

Logo após Dumbo, a Disney lançou outro longa com um animal como protagonista principal (e com o seu nome no título também). Bambi é baseado no livro "Bambi, A Life in the Woods" do autor austríaco Felix Salten e conta a história de um pequeno veado e seus amigos da floresta. Na infância, Bambi tem sua mãe assassinada por humanos e conhece Faline, sua futura companheira, e seu pai, o Grande Príncipe da Floresta. Já adulto, ele precisa lutar contra seu rival, Ronno, que quer tirar Faline de si e, após derrota-lo, foge junto com seus amigos para uma pequena ilha, onde consegue refúgio para ele e sua família.

Inicialmente, a MGM adquiriu os direitos de transformar a obra de Felix Salten em filme, mas, devido as dificuldades, vendeu-as para a Disney em 1937. A intenção inicial de Disney era fazer de Bambi o seu segundo longa e o primeiro baseado em um trabalho recente. Porém, a trama inicial, escrita para um público adulto, foi considerada muito negativa e sombria para o público jovem que a produtora pretendia alcançar. Este impasse acabou deixando Bambi em segundo plano, o que culminou na produção de outros longas, como Fantasia e Pinóquio, antes deste. Após um progresso lento, o escrito final foi completado em 1940. É curioso notar que, durante a produção, Disney quis trazer o máximo de realidade possível aos animais, trazendo algumas espécimes para o estúdio e fazendo os animadores visitarem o Zoológico de Los Angeles. Porém, o lançamento durante a Segunda Guerra Mundial, trouxe prejuízos, que só foram recuperados durantes os outros seis re-lançamentos que Bambi teve para o cinema (o último em 1988)

Título Original: Bambi
Direção: David Hand
Gênero: Animação
Duração: 70 min

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Space Jam - O Jogo do Século (1996)


[Famosos personagens da Warner Bros trazem um filme extremamente simpático e divertido]

Hoje peguei tempo pra reassistir uma das minhas animações preferidas de todos os tempos. Space Jam é um filme extremamente divertido, engraçado e agradável, que funciona também como uma singela homenagem ao maior jogador de basquete de todos os tempos: Michael Jordan.

A história é relativamente simples e gira em torno da ajuda de Jordan aos Looney Tunes contra uma raça alienígena que pretende escravizá-los em um parque de diversões. E como se dá essa ajuda? Pensando estar em vantagem devido a baixa estatura dos inimigos, Pernalonga e sua turma conseguem convence-los de forma "brilhante" a jogar uma partida de basquete para decidir seu futuro. Porém, eles não contavam com os artíficios dos monstrinhos para tentar ganhar o jogo.

Intercalando a parte animada com a parte real, o filme deve agradar tanto a adultos quanto crianças. Há um bom equilíbrio, que proporciona boas cenas de ambos os lados. Michael Jordan não faz uma grande atuação (o que é compreensível), mas mostra ser um cara de bom humor e grande índole. A sua interação com os Looney Tunes é convincente e bem feita.

Os principais personagens são bastante conhecidos do público (Pernalonga, Patolino, Frajola, etc...) e, sem dúvida, acabam sendo realmente a melhor parte do filme. Sem forçar ou apelar, conseguem divertir com ótimas piadas e sacadas. Pouco assisti aos seus desenhos da TV, mas me surpreendi pelas boas cenas e diálogos, que se mostram muito acima da média do que se espera de uma animação. Me agradou também a forma como eles conseguem envolver todos os Looney Tunes, cada um com seu humor diferente. Do outro lado, os vilões do filme conseguem ser ao mesmo tempo agradáveis e repulsivos.

O elenco coadjuvante faz um papel pequeno, mas deve-se destacar as atuações de Bill Murray (Encontros e Desencontros), que rouba algumas cenas, e Wayne Knight (Seinfeld), com seu humor escrachado e divertido. As participações especiais de jogadores consagrados na NBA, como Charles Barkley e Patrick Ewing, é feita de forma pertinente e não como um meio de propaganda barata. O quinteto principal, inclusive, proporciona algumas das cenas mais engraçadas.

Por fim, é preciso destacar um dos principais atrativos da animação: a trilha sonora. Composta por hits, como Fly Like an Eagle, I Believe I Can Fly e também pelo seu tema (Space Jam Theme), cada uma faz a sua participação de forma especial e marcante.

A crítica aqui escrita pode soar um pouco positivista demais, mas deve-se levar em conta o impacto do longa em seu autor durante a infância e pelo fato de ele ser apaixonado por basquete também. Muitos podem apontar Space Jam como um filme exagerado e propagandista, o que é válido. Mas deve-se reconhecer que ele funciona como uma ótima fonte de entretenimento, que pode e deve agradar a todas as idades.

Nota: 9,0

Título Original: Space Jam
Direção: Joe Pytka
Gênero: Animação, Comédia
Duração: 87 min

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Série: Animações (Década de 40 - Parte I)


Pinóquio (1940)

O segundo filme produzido pela Walt Disney passou por um processo complicado para ser gerado. De início, Disney não se mostrou satisfeito com que o que vinha sendo feito e, mesmo com uma boa parte já sendo produzida, os personagens foram redesenhados e o conceito redefinido. Disney queria um Pinóquio mais humano. Foi a partir deste ponto também que o personagem do Grilo Falante passou a ganhar mais destaque. Antes, ele sequer fazia parte dos planos. Porém, diferente de seu predecessor, Pinóquio não foi um sucesso de bilheteria, apesar de suas diversas críticas positivas.

O longa é baseado no conto de fadas escrito pelo italiano Carlo Collodi no final do século XIX. O livro conta a história do boneco de madeira Pinóquio, produzido pela marceneiro Geppetto. Após um pedido atendido por uma estrela cadente, o boneco ganha vida, com a fada avisando que ele precisaria se mostrar bravo, confiável e humilde para virar um menino de verdade. Alternando cenas lindas e aflitivas, acompanhamos a saga de Pinóquio para se livrar de de suas desventuras e para realizar seu sonho. Um filme marcante, que ainda é assistido por diversas gerações, ainda mais pela música do Grilo Falante, When You Wish Upon a Star, que virou tema oficial da Disney.

Título Original: Pinocchio
Gênero: Animação
Duração: 88 min


Fantasia (1940)

Fantasia é o terceiro longa da Walt Disney e o primeiro com seu principal personagem, Mickey Mouse. O filme se caracteriza por ser um musical sem diálogos. A sua primeira versão possuia cerca de duas horas e vinte minutos, posteriormente editadas por várias vezes, devido a sua baixa recepção e ao misto de críticas. Disney queria que Fantasia fosse mais que um mero filme, Disney queria que Fantasia fosse um evento. Para isso, tratou de lançar livros explicativos, além de aumentar o número de alto-falantes no cinema. Fantasia pode não ter alcançado o sucesso esperado à época, mas mesmo assim se constituiu num dos longas mais populares de todos os tempos e hoje é considerado um clássico.

O conceito todo do filme é meio abstrato. Não há exatamente uma sequência linear dos fatos e cada número musical apresenta um tema diferente. "The Sorcerer's Apprentice" apresenta Mickey Mouse como um mágico aspirante que ultrapassa seus limites. "The Rite of Spring" conta a história da evolução, desde as células unicelulares até a morte dos dinossauros. "Dance of the Hours" é uma cômica performance de ballet, protagonizada por hipopótamos, elefantes, crocodilos e avestruzes. Fora estas, há ainda outros cinco números, todos muito bem feitos e bonitos. Disney se supera outra vez.

Título Original: Fantasia
Direção: James Algar, Samuel Armstrong
Gênero: Animação, Musical
Duração: 120 min

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Série: Animações (Década de 30)

Iniciando uma postagem semanal sobre algumas das animações que marcaram época durante a sua década. Durante as duas primeiras do século XX, poucas coisas apareceram. Somente na década de 30 é que grandes clássicos foram surgindo, atingindo o espectador até hoje.

 

Branca de Neve e os Sete Anões (1937)

Baseado num conto de fadas dos irmãos Grimm, somos apresentados a já conhecida história da princesa que foge da madastra e arranja refúgio na casa de sete simpáticos anões. O trabalho artístico é de se impressionar, já que o longa foi filmado a mais de de 70 anos atrás. Ele ainda impressiona com belas e marcantes canções (Heigh Ho  e Some Day My Prince Will Come), além dos seus personagens, bastante conhecidos do público, seja ele adulto ou infantil. Impossível não se cativar com os sete homenzinhos e sua sincera relação com a princesa.

Este grande clássico da Disney tem seu nome na história devido ao seu pioneirismo na indústria da animação. Foi o primeiro trabalho de Walt Disney, o primeiro colorido e o primeiro a estreiar em cinemas. O filme foi ovacionado durante a sua estréia e foi sucesso de crítica e bilheteria. Sua repercussão positiva foi o impulso necessário para que Disney continuasse suas brilhantes criações, que viriam a marcar diferentes gerações nos anos e décadas seguintes. Definitivamente, um marco na história do cinema.

Título Original: Snow White and the Seven Dwarfs
Direção: David Hand
Gênero: Animação
Duração: 83 min


As Viagens de Gulliver (1939)

As Viagens de Gulliver surgiu como resposta ao sucesso de Branca de Neve e os Sete Anões dois anos antes, sendo a segunda animação para cinema da história e a primeira produzida por uma estúdio americano (Fleischer Studios) que não fosse a Disney. Apesar de não ter alcançado o mesmo sucesso da rival, o estúdio foi responsável, junto com seus donos Dave e Max Fleischer, pela produção de algumas das animações mais conhecidas no mundo hoje, como Betty Boop e Popeye. O legado dos Fleischer não durou muito, pois a Paramount Pictures (que havia distribuido o filme) se apoderou do estúdio dos irmãos em 1941 devido a problemas financeiros e burocráticos.

O longa é baseado na famosa novela, de mesmo nome, escrita por Jonathan Swift (escritor irlândes) durante o século XVIII. O longa conta ahistória de Gulliver, um rapaz que é levado a uma pequena ilha após seu navio afundar numa tempestade noturna. Nesta ilha, habitada por pequenos seres humanos, Gulliver é tratado como um gigante. Dentro dela há um "confronto" entre duas vilas para a escolha da música que tocara durante o casamento do princípe de Blefuscu e da princesa de Lilliput. Partindo dessa premissa, o filme passa lições de moral, com uma história bonita e singela.

Título Original: Gulliver's Travel
Direção: Dave Fleischer
Gênero: Animação
Duração: 76 min

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Críticas Rápidas



"This is not a love story. This is a story about love."
Ta aí uma comédia romântica que me agradou muito. Foge do lugar comum e é extremamente divertida e cativante. Os artíficios usados pelo diretor, como a ida e volta dos dias, dão uma boa dinâmica ao filme e geram interessantes contrastes. A dupla de protagonistas, composta por Joseph Gordon -Levitt e Zooey  Deschanel (lindíssima), está muito bem e com uma ótima química. Os casais que vão assistir ao longa podem se decepcionar, contudo, a história não deixa de ser bem mais real e verdadeira do que diversos outros filmes do gênero. O roteiro ainda cai em inevitáveis clichês, mas ainda sim pode ser considerado uma obra original. A trilha sonora é fantástica. Imperdível!

Nota: 8,5

Título Original: (500) Days of Summer 
Direção: Marc Webb
Gênero: Romance, Comédia
Duração: 95 min

 


A primeira impressão que tive ao assistir essa animação foi a de que estava diante de um daqueles desenhos infantis que passa no Discovery Kids. E, devo dizer, minha impressão não mudou muito conforme assisti o filme. A sua premissa é até interessante, mas o resultado é uma história rasa e chata. O desenho é feio e o seu protagonista em nenhum momento chega a cativar ou emocionar. Algumas das partes musicais são bem legais, mas parecem totalmente deslocadas do resto. O desfecho é estranho, confuso e te leva a pensar o que os produtores queriam com aquilo. Se queriam mandar uma mensagem bonita, pelo menos a mim  não atingiu. Por fim, Happy Feet acaba funcionando como um pequeno musical, com uma péssimal  e superficial história de fundo.

Nota: 3,0

Título Original: Happy Feet
Direção: George Miller
Gênero: Animação, Musical
Duração: 98 min

domingo, 10 de janeiro de 2010

Up - Altas Aventuras (2009)


[Up tenta ser original, mas cria história chata e enfadonha]

Acredito que todas as pessoas que vão assistir um filme da Pixar esperam uma animação bem feita, inteligente e com bons personagens. E isso não é por menos. A produtora é a grande responsável pelas últimas grandes animações mundiais, como Ratatouille, Wall-E e Os Incríveis, entre outras. Porém, analisando-se especificamente, fica bem claro que esta produção é um dos piores, se não o pior, trabalho da Pixar.

Carl Fredricksen é um aposentado, ex-vendedor de balões, que sonha com uma viagem para  a América do Sul. Desde sua infância, ele e sua falecida mulher desejavam fazer uma empreitada que os levasse ao Paraíso das Cachoeiras. E está oportunidade surge quando Carl se ve ameaçado de mudança para um asilo. Junto com o explorador da natureza, Russel, que entra na aventura por acidente, eles entram nessa jornada que os levará para um lugar com coisas que eles nunca imaginavam.

De início parece uma história no mínimo interessante, e com razão. O roteiro se aproveita de dois personagens carismático e com bom apelo ao público. O modo como se cria e se espera o embate entre estes dois tipos diferentes é um dos atrativos do filme. Contudo, toda a expectativa gerada em torno dela vai água abaixo devido as cenas chatas,exageradas e sem pé nem cabeça. Nenhum dos dois consegue se destacar como personagem. Por meio de Carl tenta-se mandar uma mensagem positiva de nunca desistir de seus sonhos, mas que terminam, contudo, com a não realização efetiva do seu.

O começo da animação é, com certeza, a melhor parte do longa. A história de vida de Carl é contada de modo sublime e, mesmo aparecendo pouco, sua esposa Ellie já é a melhor personagem do filme. No entanto, depois de sua morte, cria-se uma situação sem graça, que só piora quando Carl e Russel partem para a viagem. Desde ponto, começam a surgir cenas e personagens com a intenção de encantar e agradar o espectador, mas que só surpreendem de tão chato e ruim. São coadjuvantes banais e desconexos.

Porém, é preciso ressaltar de positivo o primoroso trabalho artístico e a ótima trilha sonora. Elas acabam sendo o grande alento do filme. É sempre encantador acompanhar a evolução das animações e o modo como elas são extremamente detalhadas e reais.

Contudo, Up é isso: uma tentativa de criar uma história original e divertida, mas que acaba se tornando infantil e monótona. A boa intenção, o grande trabalho técnico e as poucas boas cenas não condizem com a genialidade da Pixar, nessa desapontante animação.

Nota: 4,0

Título Original: Up
Direção: Pete Docter, Bob Peterson
Gênero: Animação
Duração: 96 min

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