domingo, 21 de fevereiro de 2010

Space Jam - O Jogo do Século (1996)


[Famosos personagens da Warner Bros trazem um filme extremamente simpático e divertido]

Hoje peguei tempo pra reassistir uma das minhas animações preferidas de todos os tempos. Space Jam é um filme extremamente divertido, engraçado e agradável, que funciona também como uma singela homenagem ao maior jogador de basquete de todos os tempos: Michael Jordan.

A história é relativamente simples e gira em torno da ajuda de Jordan aos Looney Tunes contra uma raça alienígena que pretende escravizá-los em um parque de diversões. E como se dá essa ajuda? Pensando estar em vantagem devido a baixa estatura dos inimigos, Pernalonga e sua turma conseguem convence-los de forma "brilhante" a jogar uma partida de basquete para decidir seu futuro. Porém, eles não contavam com os artíficios dos monstrinhos para tentar ganhar o jogo.

Intercalando a parte animada com a parte real, o filme deve agradar tanto a adultos quanto crianças. Há um bom equilíbrio, que proporciona boas cenas de ambos os lados. Michael Jordan não faz uma grande atuação (o que é compreensível), mas mostra ser um cara de bom humor e grande índole. A sua interação com os Looney Tunes é convincente e bem feita.

Os principais personagens são bastante conhecidos do público (Pernalonga, Patolino, Frajola, etc...) e, sem dúvida, acabam sendo realmente a melhor parte do filme. Sem forçar ou apelar, conseguem divertir com ótimas piadas e sacadas. Pouco assisti aos seus desenhos da TV, mas me surpreendi pelas boas cenas e diálogos, que se mostram muito acima da média do que se espera de uma animação. Me agradou também a forma como eles conseguem envolver todos os Looney Tunes, cada um com seu humor diferente. Do outro lado, os vilões do filme conseguem ser ao mesmo tempo agradáveis e repulsivos.

O elenco coadjuvante faz um papel pequeno, mas deve-se destacar as atuações de Bill Murray (Encontros e Desencontros), que rouba algumas cenas, e Wayne Knight (Seinfeld), com seu humor escrachado e divertido. As participações especiais de jogadores consagrados na NBA, como Charles Barkley e Patrick Ewing, é feita de forma pertinente e não como um meio de propaganda barata. O quinteto principal, inclusive, proporciona algumas das cenas mais engraçadas.

Por fim, é preciso destacar um dos principais atrativos da animação: a trilha sonora. Composta por hits, como Fly Like an Eagle, I Believe I Can Fly e também pelo seu tema (Space Jam Theme), cada uma faz a sua participação de forma especial e marcante.

A crítica aqui escrita pode soar um pouco positivista demais, mas deve-se levar em conta o impacto do longa em seu autor durante a infância e pelo fato de ele ser apaixonado por basquete também. Muitos podem apontar Space Jam como um filme exagerado e propagandista, o que é válido. Mas deve-se reconhecer que ele funciona como uma ótima fonte de entretenimento, que pode e deve agradar a todas as idades.

Nota: 9,0

Título Original: Space Jam
Direção: Joe Pytka
Gênero: Animação, Comédia
Duração: 87 min

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Críticas Rápidas

 

Closer - Perto Demais (2004)

Do veterano diretor Mike Nichols vêm Closer, um romance adulto, apresentando a interrelação de quatro pessoas de maneira nua e sem escrúpulos. O filme se destaca exatamente por isso: por retratar o tema de maneira diferente e que pode chocar o espectador menos precavido. O elenco fornece grandes atuações (com exceção de Law) e se apoia de maneira incrível em seus diálogos brilhantes, inteligentes e altamente sutis. A trilha sonora é marcante e linda. Porém, por horas encontramos cenas levemente exageradas que aparecem para sustentar, de maneira desnecessária, a idéia do filme liberal, realista e moderno. Se Closer pode ser o retrato de muitas das relações amorosas atuais, pode ser também  um não-exemplo de muitas outras. Não há dúvida de que é um filme provocativo, que te leva a pensar e refletir. Contudo, não é a toa que divide opiniões devido ao seu, por horas, "excesso" de realidade.

Nota: 7,0

Título Original: Closer
Direção: Mike Nichols
Gênero: Drama, Romance
Duração: 104 min

 

Engenhoso. Se houvesse uma palavra pra definir este Adaptação, seria esta. O  já conhecido roteirista Charlie Kaufman mostra neste longa porque é uma das mentes mais brilhantes de Hollywood. Partindo de uma história real pela qual ele passou (com algumas mudanças, claro), Kaufman cria uma história extremamente original e genuína, partindo de uma situação aparentemente sem solução ou respostas. Com um Nicolas Cage altamente nspirado e uma Meryl Streep e Chris Cooper ótimos, é difícil não se envolver pela história de seu pobre protagonista e de suas "dificuldades". Intercalando dois intervalos de tempo distintos, o filme pode confundir os espectadores menos atentos, devido também a algumas cenas estranhas e desconexas. Porém, é inegável que o filme é de uma singularidade notável, fugindo dos padrões de Hollywood (de certa forma, representado por Donald), que deve ser seguida e buscada por outros roteiristas.

Nota: 8,0

Título Original: Adaptation
Direção: Spike Jonze
Gênero: Comédia, Drama
Duração: 114 min

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O Homem que Copiava (2003)

 

[Jorge Furtado parte de uma situação comum pra criar uma história intrigante e envolvente]

O segundo longa do diretor Jorge Furtado (Houve Uma Vez Dois Verões) é um trabalho extremamente agradável, bem feito e engraçado. Conta com algumas pequenos problemas, é verdade, mas mostra que o Brasil pode realizar obras inteligentes e originais sem apelar para os mesmos temas batidos de sempre.

André (Lázaro Ramos) é um jovem de 19 anos, que trabalha como operador de fotocopiadora em um pequena loja em Porto Alegre. André vive sua vida de maneira ordinária, devido ao seu baixo salário, que não lhe permite fazer muitas coisas. Porém, tudo muda quando ele se apaixona por sua vizinha Silvia (Leandra Leal). A partir deste momento ele vê sua vida girar de cabeça pra baixo.

De início, já somos expostos a uma cena hilariante, que mostra bem a situação pela qual se passa o protagonista. André possui uma vida simples, e isso cria de imediato uma empatia com o espectador. Depois, somos continuamente apresentados a sua vida por meio de sua narração em off. Há o seu trabalho, a sua família, a sua vizinha, todos detalhados de forma divertida, mas por horas excessiva. A narração se mostra um bom instrumento para passar informações importantes e interessantes, mas o praticamente monólogo de André durante uma boa parte do filme chega a cansar e incomodar.

O Homem que Copiava se vale de um roteiro esquemático e de uma direção que usa artificios interessantes para construir e decorar a história. A montagem é fantástica e é bem claro que Jorge Furtado quis criar algo diferente. Isso se mostra no uso de alguns mecanismos curiosos, como o uso de pequenas animações para passar dados e detalhes divertidos, apesar de alheios a história principal. Se por hora somos apresentados a cenas e situações desnecessárias (como a tentativa de um final surpreendente, mas que não convence), por outra também somos apresentados a cenas que nos surpreendem positivamente, com suas situações impagáveis.

O elenco é um dos pontos altos do filme, com interpretações seguras e convincentes, além de ótimos diálogos. Lázaro Ramos passa para a tela de forma brilhante o jovem inseguro, ingênuo e desiludido. Luana Piovani surpreende, apesar de fazer um papel conveniente a ela, assim como Pedro Cardoso. Leandra Leal completa o quarteto principal, também muito bem.

Por fim, O Homem que Copiava é um bom filme brasileiro nas mãos de um diretores mais proeminentes no cenário nacional. É relativamente longo para o que se propõe, mas pode ser considerado um trabalho bem statisfatório.

Nota: 7,5

Título Original: O Homem que Copiava 
Direção: Jorge Furtado
Gênero: Comédia, Romance, Drama
Duração: 123 min

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Não é Mais um Besteirol Americano (2001)


[Parodiando filmes adolescentes das décadas de 80 e 90, o filme consegue divertir, ainda que não agrade a todos]

Antes de tudo, é preciso dizer que a tradução brasileira mais uma vez prejudicou  parcialmente a imagem de um filme para os espectadores daqui. Este não foi o único problema em sua divulgação (o poster é péssimo), mas ao lermos "Não é Mais um Besteirol Americano", há a impressão de que o filme faz sarro de filmes literalmente besteirois quando, na verdade, parodia filmes adolescentes famosos, que marcaram sua época, seja como comédia, romance ou drama. O filme possui muitas besteiras e algumas vulgaridades típicas, é verdade, mas as imitações de outros filmes são bastante engraçadas e sutis.

A história principal gira em torno da tentativa, por parte do popular Jake Wyler (Chris Evans), de transformar a isolada Janey Briggs (Chyler Leigh) na rainha do baile do colégio John Hughes. Por fora, ainda temos os três jovens nerds que querem perder a virginidade (Ox, Bruce e Mitch), a líder de torcida patricinha (Priscilla), o "token black guy" (Malik), o gordinho azucrinado, a garota popular malvada e diversos outros esteriótipos encontrados nestes tipos de filme. Porém, o longa não tenta ser extremamente apelativo ou forçado, como encontramos em algumas porcarias lançadas recentemente (Espartalhões, Liga da Injustiça, etc) fazendo boas sátiras, de modo a não desmerecer o filme representado.

A tentativa da fazer a menina isolada virar a rainha do baile é paródia de Ela é Demais. De American Pie, vem a cena inicial e o menino Ox (paródia do romântico Oz). De Segundas Intenções, a irmã que gosta do irmão. De 10 Coisa Que Eu Odeio em Você, a irmão que depende da irmã e o garoto do aplauso. Isso só pra citar alguns. Ainda há claras referências a Beleza Americana, Teenagers - As Apimentadas, Gatinhas & Gatões, Karatê Kid e diversas outras hilariantes, como nas menções a O Clube dos Cinco e Nunca Foi Beijada. As opções eram imensas, e o filme conseguiu reunir a essência de cada um desses ( e de outros), de modo a causar um reconhecimento  quase instântaneo por parte de quem já viu o filme.

O roteiro pode parecer o mais imbecil e simples possível, mas é extremamente engraçado e consegue unir os filmes de forma pertinente e, até diria, inteligente. Cada paródia tem uma cena especial para si, juntamente com outras clássicas do próprio filme, como número musical na formatura. Não é Mais um Besteirol Americano faz graça dos diversos clichês que são jogados na nossa cara nos filmes do gênero e, por mais que saibamos o que vem pela frente, ainda sim  conseguimos rir, já que o retrato é a mais pura verdade. Por horas pode exagerar de forma desnecessária (principalmente com Catherine), como nas cenas de conotação sexual e humor negro, mas é impressionante como o humor se mantem constante, com atuações decentes e boas sacadas dos roteiristas. As piadas funcionam de modo eficiente.

Porém, é natural reconhecer que este é um filme que não agrada a todos, principalmente aos não fãs de comédias escrachadas. Também pode ser chato pra quem não viu ou não sabe do que se trata os filmes satirizados. Contudo, isso não o impede também de ser altamente subestimado, pois já vimos o seu "irmão" Todo Mundo em Pânico fazer um imenso sucesso partindo da mesma premissa. Premissa essa que impediu Não é Mais um Besteirol Americano de se tornar um pequeno clássico da comédia, talvez por alguns pequeno exageros do longa em si mas, essencialmente, pela péssima divulgação e o consequente pré-conceito gerado em torno dele.

Nota: 7,5

Título Original: Not Another Teen Movie
Direção: Joel Gallen
Gênero: Comédia
Duração: 89 min

domingo, 31 de janeiro de 2010

Férias Frustadas de Verão (2009)



[Representando os jovens de forma mais madura, novo projeto de Greg Mottola falha ao não conseguir alcançar a profundidade necessária]

Confesso que quando fui assistir a este Férias Frustadas de Verão a única informação que tinha eram aquelas que o trailer havia me fornecido. E, pelo menos pra mim, a expectativa era de mais uma comédia escrachada, bem ao estilo Superbad (que particularmente odiei). Porém, o filme acaba se desenvolvendo mais como um drama leve, com um certa dose de comédia.

James Brennan (Jesse Eisenberg) acaba de se formar no colégio e se prepara para uma viagem a Europa com amigos. Contudo, um problema financeiro na família o força a procurar emprego durante as férias para que possa pagar sua futura faculdade. James acaba conseguindo trabalho no parque de diversões Adventureland, onde acaba conhecendo Emily (Kristen Stewart), por quem se apaixona, numa relação que se mostrará extremamente intricada e complexa.

Sem os apelos de Superbad, Adventureland acaba retratando os jovens (ainda que da década de 80) de forma muito mais interessante, com uma boa história de fundo e personagens agradáveis, ainda que esteriotipados. Porém, o roteiro ainda se volta pra muitos clichês, criando uma história de romance piegas, além de situações chatas e previsíveis. Mesmo abordando questões pertinentes, como traição no casamento, conflito entre pais e filhos e drogas/bebidas de forma mais madura, o longa não alcança a profundidade necessária para atingir o espectador.

Jesse Eisenberg está muito bem, enquanto Kristen Stewart continua extremamente monótona e inexpressiva. Em relação aos coadjuvantes, destaque para Bill Hader, engraçadissimo, e Martin Starr, como o companheiro de trabalho de James, frustado e desiludido com sua vida e emprego. Ryan Reynolds, que poderia ser considerado o ator mais relevante do elenco, passa despercebido, ainda que possua certa importância na história.

No entanto, como disse anteriormente, minha crítica fica em relação a forma como o filme foi vendido. A maioria dos espectadores vai em busca de uma comédia adolescente (que com certeza atraia mais público) e acaba se deparando com um romance adolescente, mostrando mais drama que comédia. E neste ponto, os espectadores não estaram esperando por mensagens que a trama eventualmente irá trazer.

Contudo, Férias Frustadas de Verão ainda é um filme acima da média no seu gênero, ainda que engane seu espectador e seja superficial.. Não achei tudo aquilo que estão falando, mas ainda assim vale a pena assistir.

Nota: 6,0

Título Original: Adventureland
Direção: Greg Mottola
Gênero: Comédia, Romance, Drama
Duração: 107 min


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Críticas Rápidas



"This is not a love story. This is a story about love."
Ta aí uma comédia romântica que me agradou muito. Foge do lugar comum e é extremamente divertida e cativante. Os artíficios usados pelo diretor, como a ida e volta dos dias, dão uma boa dinâmica ao filme e geram interessantes contrastes. A dupla de protagonistas, composta por Joseph Gordon -Levitt e Zooey  Deschanel (lindíssima), está muito bem e com uma ótima química. Os casais que vão assistir ao longa podem se decepcionar, contudo, a história não deixa de ser bem mais real e verdadeira do que diversos outros filmes do gênero. O roteiro ainda cai em inevitáveis clichês, mas ainda sim pode ser considerado uma obra original. A trilha sonora é fantástica. Imperdível!

Nota: 8,5

Título Original: (500) Days of Summer 
Direção: Marc Webb
Gênero: Romance, Comédia
Duração: 95 min

 


A primeira impressão que tive ao assistir essa animação foi a de que estava diante de um daqueles desenhos infantis que passa no Discovery Kids. E, devo dizer, minha impressão não mudou muito conforme assisti o filme. A sua premissa é até interessante, mas o resultado é uma história rasa e chata. O desenho é feio e o seu protagonista em nenhum momento chega a cativar ou emocionar. Algumas das partes musicais são bem legais, mas parecem totalmente deslocadas do resto. O desfecho é estranho, confuso e te leva a pensar o que os produtores queriam com aquilo. Se queriam mandar uma mensagem bonita, pelo menos a mim  não atingiu. Por fim, Happy Feet acaba funcionando como um pequeno musical, com uma péssimal  e superficial história de fundo.

Nota: 3,0

Título Original: Happy Feet
Direção: George Miller
Gênero: Animação, Musical
Duração: 98 min

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Críticas Rápidas

Primeiro Críticas Rápidas do blog . Apenas um comentário curto sobre alguns dos últimos filmes que assisti.


A Proposta (2009) 

Confesso que não sou muito fã deste gênero de comédias românticas. Tudo é sempre clichê e previsível e o màximo que se pode esperar são umas boas risadas e uma boa química do casol. No entanto, os poucos momentos engraçados e inspirados do filme não são suficiente pra compensar as mesmas chatices de sempre. Sandra Bullock força o seu papel como a editora megera e é Ryan Reynolds, por incrível que pareça, que proporciona um certo alento ao filme. Tinha ouvido bons comentários a respeito do filme e fui assistí-lo na esperança de me surpreender, o que infelizmente não aconteceu. É apenas mais um na lista. Filme totalmente dispensável.

Nota: 4,0

Título Original: The Proposal
Direção: Anne Fletcher
Gênero: Comédia / Romance
Duração: 108 min



Filmes representando fatos históricos são um dos meus favoritos. E quando a produção capricha de verdade , a experiência se torna ainda mais prazerosa. Com atuações excelentes e roteiro bem feito e objetivo, Frost/Nixon te prende e te deixa instigado do começo ao fim. Frank Langella está soberbo como o ex-presidente Richard Nixon e Michael Sheen muito bem como o entrevistador David Frost. O embate entre os dois é o ponto alto do longa, mas é muito interessante observar o esforço e o modo como os dois lados se preparam para a estrevista, em um evento que poderia parecer meramente comum para um espectador na TV. Méritos também para a ótima direção de Ron Howard. Enfim, filme altamente recomendável.

Nota: 8,5

Título Original: Frost/Nixon
Direção: Ron Howard
Gênero: Drama, Histórico
Duração: 122 min



Ta aí um filme que tava pra ver faz tempo. E é realmente uma grande obra, com mensagens muito bonitas e uma história marcante. Embora em certos momentos se torne cansativa, a câmera focada na visão de Bauby transmite de modo sublime os pensamentos e angústias do protagonista. E apesar de se valer mais dos monólogos e diálogos do que propriamente da interpretação, os personagens fazem uma marcante atuação, com destaque para a fonoaudióloga  Henriette (Marie-Josée Croze) e para a assistente Claude (Anne Consigny). No entanto, devo dizer que o longa não correspondeu totalmente as minhas expectativas, talvez por ser muito parado ou por não ter me emocionado tanto. Contudo, não deixa de ser um filme recomendável.

Nota: 7,5

Título Original: Le scaphandre et le papillon
Direção: Julian Schnabel
Gênero: Drama, Biografia
Duração: 112 min

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